19/05/2022 às 10h00min - Atualizada em 19/05/2022 às 10h00min

Parlamaz, o retorno!

Anna Paula Melo
Foto: Senado Federal
Institucionalização do parlamento amazônico é aprovada durante reunião com representantes dos oito países que compõe o grupo

Depois de dez anos sem atividades e um ano apenas de reuniões virtuais, por causa da pandemia, o Parlamento Amazônico (Parlamaz) está de volta. O  grupo é composto por oito países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) que têm o bioma amazônico em seus territórios e fez a primeira reunião presencial para discutir a institucionalização do Parlamaz.

A iniciativa foi aprovada, mas se você leitor, nunca ouviu falar do Parlamaz, não se assuste! Isso acontece por conta do tempo de inatividade e das poucas tratativas do grupo até então. Para entender melhor, a gente vai fazer um resumo dessa história.

O Parlamento Amazônico foi criado pela Declaração da Amazônia, de 1989, com a finalidade de criar um órgão regional parlamentar que pudesse organizar a ação conjunta para a preservação dos direitos da Amazônia e para promover o desenvolvimento na região. Depois de quase dez anos de inatividade, foi retomado no final de 2020 e teve reuniões remotas em 2021, sem muita eficácia.

Agora, a intenção segundo o presidente do Parlamaz, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), é de que o grupo tenha a mesma modelagem do Parlamento do Mercosul (Parlasul), que foi criado por um Protocolo Constitutivo firmado pelos presidentes dos países do bloco, para legislar sobre os interesses comuns e funcionar como um órgão político independente. “O Parlamaz ainda não teve esse tratamento formal pelos países signatários. E é isso que buscamos hoje”, explicou o senador.

O ministro das Relações Exteriores, embaixador Carlos França, participou da reunião e lembrou que o momento atual é de defesa do meio ambiente e das relações entre os países envolvidos. “Com entusiasmo, tomei conhecimento da declaração para institucionalização do Parlamaz. A Amazônia tem sua exposição cada vez mais evidente em debates internacionais. A Amazônia é uma reserva de biodiversidade incomparável. Temos todos no Brasil e países irmãos plena consciência dos desafios para sustentabilidade”, concluiu o ministro.

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